Estou de baixa há um mês e, embora não signifique estar desligada do estágio, consome-me a angústia de estar longe do gabinete... Falo regularmente com alguns técnicos e vou-me mantendo a par das situações e progressos. Há muito que assumo o estágio como trabalho e simultaneamente um gosto, ao invés de uma obrigação. Faz parte do meu dia-a-dia, as minhas tarefas (mesmo as mais burocráticas e enfadonhas), mas essencialmente o convívio com as pessoas do bairro, os desabafos dos utentes... Aproveito para me questionar se será normal, fazendo o trabalho parte do bem-estar social de cada um, ou se significará que me estou a envolver demasiado... Ter-me-ei aproximado demasiado das pessoas e famílias que me procuram? Ter-me-ei apegado a elas? Influenciará essa relação o meu trabalho e o meu discernimento para intervir? Se assim for, talvez seja útil esta paragem, quem sabe não ajudará a repôr alguma da distância perdida.
Vale a pena pensar sobre isto! ...

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