06/11/10

Repensando práticas profissionais

(ainda de baixa médica)
Por outro lado, o estar longe faz-me avaliar melhor o meu trabalho, como se estivesse de fora, o que vem bem a calhar nesta altura em que a Magda e eu planeamos a reestruturação da intervenção do GIP. O atendimento individual, à porta aberta e sem marcação, parece não responder às necessidades. É impessoal e os utentes aparecem quando entendem, não sendo fácil acompanhar o seu processo. Pensamos desenvolver sessões semanais de grupo, através das quais conseguiríamos não só estimular e promover a assiduidade e procura activa dos utentes, como preparar os atendimentos, desenvolvendo uma pesquisa personalizada e centrada nos interesses de cada um.
Vantagens: aumentaria, sem dúvida, a frequência dos utentes e a qualidade do atendimento, através da preparação das sessões; permitiria talvez desenvolver uma relação mais próxima com os utentes (pela dinâmica de grupo); incutiria algum sentido de responsabilidade e cumprimento de horários
Desvantagens: não permite incluir todos os utentes, adopta uma atitude reguladora e de controlo (que não enquadro nos meus padrões de trabalho), estipula horários (negando a lógica de intervenção da equipa)
Mais dúvidas surgem acerca da constituição dos grupos...
- Convocar telefonicamente por ordem de inscrição? Excluiria os recentemente inscritos (tendencialmente mais activos), para além de que atrasaria a resposta, como que criando uma lista de espera em mais um campo da vida dos utentes - desnecessário
- Divulgar presencialmente ao longo dos atendimentos? Favoreceria os mais recentes e assíduos, em detrimento dos que procuram apoio há mais tempo (acrescendo ao facto de muitos não conhecerem ainda ao GIP, desconhecendo a nova lógica de acção - agora distinta da equipa social)

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